Ollantaytambo costuma ser descrita como a última cidade inca viva, e desta vez a propaganda está certa. Caminhe para o norte a partir da Plaza de Armas e as ruas se estreitam numa malha de quinze quarteirões retangulares traçada sob Pachacutec no século XV. Cada quarteirão é uma cancha: um recinto murado com um único portal trapezoidal para a rua e várias casas dividindo um pátio interno.
E as pessoas ainda moram ali. Atrás daqueles portais incas há cozinhas, porquinhos-da-índia, milho secando e antenas parabólicas. Os canais de pedra que descem pelo meio das vielas ainda levam água de beber e de irrigação da montanha: o mesmo sistema, ainda funcionando, depois de mais de quinhentos anos de uso contínuo.
O que fazer em O centro inca
Percorra a Calle del Medio
A viela central do Qosqo Ayllu é a mais bem preservada: muros originais, portais originais e o canal de água correndo pelo meio.
Espie por um portal de cancha
Onde os pátios estão abertos para a rua dá para ver como um recinto funciona. Peça permissão antes de fotografar: são casas, não peças de museu.
Passe a tarde na praça
A praça tem bancos, um caixa eletrônico, alguns cafés e, quase toda tarde, o som de uma banda escolar ensaiando em algum lugar.
Circule pelas barracas do mercado
As vielas que sobem até as ruínas são forradas de barracas de tecidos e artesanato. Os preços caem bastante assim que você se afasta da entrada do sítio.
Procure uma chichería
Uma sacola plástica vermelha num pau à porta de uma casa significa que ali dentro se serve chicha de jora caseira. É uma instituição local e custa uns poucos sóis.

Como chegar a O centro inca
- O centro histórico começa na Plaza de Armas e vai até o pé das ruínas — a malha inteira se atravessa a pé em dez minutos.
- Da estação de trem são cerca de 1,5 km subindo; mototáxis esperam na saída e custam alguns sóis.
- De Cusco: vans coletivas e traslados privativos deixam você na praça ou na porta do seu hotel.
Dicas de quem já foi
- As pedras do calçamento são irregulares e os canais ficam abertos — mala de rodinhas é um sofrimento. Pergunte no hotel sobre um mototáxi desde a estação.
- Há poucos caixas eletrônicos na cidade e às vezes ficam sem dinheiro. Traga sóis de Cusco e guarde notas pequenas para o mercado e os mototáxis.
- A maior festa de Ollantaytambo é a do Señor de Choquekillka, por volta de Pentecostes, em maio ou junho: danças, bandas de metais e touradas por vários dias.
- As noites são frias o ano todo. Mesmo na estação seca você vai querer um fleece depois do pôr do sol.
Melhores passeios e ingressos para O centro inca
Estas experiências mais bem avaliadas são o jeito mais fácil de conhecer O centro inca sem organizar nada:
